O Cidadania, antigo Partido Popular Socialista (PPS), tem origem na reorganização do Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1992, quando um grupo dissidente liderado por Roberto Freire rompeu com a ortodoxia comunista após a queda da União Soviética. Inicialmente autodenominado socialista, o partido gradualmente abandonou o marxismo, migrando para uma posição de centro-esquerda e, mais recentemente, de centro, com ênfase na social-democracia liberal. Em 2019, adotou o nome atual para refletir sua nova identidade, desvinculada do passado comunista.
Entre as principais pautas históricas do partido estão a defesa das liberdades civis, a consolidação democrática, o combate à corrupção, os direitos humanos e a responsabilidade fiscal. Ao longo das décadas, o Cidadania apoiou governos de coalizão, tanto do PSDB quanto do PT, com posições críticas a extremismos políticos. Atualmente, o partido também defende pautas ambientais, reformas institucionais e o fortalecimento de políticas sociais dentro de uma economia de mercado, buscando um equilíbrio entre eficiência econômica e inclusão social.
No espectro político, o Cidadania posiciona-se como um partido de centro, com inclinações à centro-esquerda em temas sociais e à centro-direita em questões econômicas. Na cena contemporânea, alinha-se ao chamado campo democrático, criticando tanto o bolsonarismo quanto o lulismo, e busca se apresentar como uma alternativa moderada e reformista. Sua força eleitoral, porém, é limitada, concentrando-se em nichos urbanos e em lideranças intelectuais, sem grande capilaridade nacional.